Vou começar com um texto que talvez explique um pouco esse meu titulo Mãe por opção.
Texto traduzido e adaptado por Marcus Renato de Carvalho
Há alguns meses quando pegava as crianças na escola, percebi que uma mãe se aproximava de uma amiga que conhecia bastante. Estava chateada e muito indignada.
Sabe o que eu e você somos? - lhe perguntou, e antes que a amiga pudesse dar-lhe uma resposta, que na verdade não sabia qual era, ela mesma respondeu. Parece que vinha de uma repartição onde tinha ido renovar sua carteira de motorista. Quando o funcionário que anotava os dados lhe perguntou qual era a sua ocupação, ela não soube responder.
Ao perceber isto, o Funcionário lhe disse: -" ao que me refiro a Sra trabalho ou simplesmente é uma... ?"
" Claro que tenho um trabalho, lhe contestou, sou uma mãe!".
E o atendente lhe respondeu: - " não posso por mãe como opção, vamos colocar dona de casa". Foi a resposta enfática do funcionário.
A amiga havia esquecido por completo a historia, até que um dia, se passou exatamente o mesmo com ela. A funcionária era obviamente uma mulher executiva, eficiente, elegante e tinha uma cartela sobre sua mesa onde estava escrito: " Interrogadora Oficial":
- " Qual é a sua ocupação? " ela perguntou.
Como ela iria responder? as palavras simplesmente começaram a sair de sua boca:
- "Sou uma Investigadora Associada no Campo de Desenvolvimento Infantil e Relações Humanas."
A funcionária teve a caneta que ficou congelada no ar, e olhou para a mãe como se não tivesse escutado bem.
Repetiu o título lentamente, pondo ênfase nas palavras mais importantes. Logo, observou assombrada como seu pomposo título era escrito com tinta negra no questionário oficial.
- " Permita-me perguntar-lhe", disse a funcionária com ar de interrese, que é o que exatamente você faz no campo de pesquisa?
Com uma voz muito calma e pausada, se ouviu a resposta.
- " Tenho um programa contínuo de investigação (que mãe não tem?) no laboratório e no campo (normalmente se costuma dizer 'dentro' e 'fora' de casa). Estou trabalhando no meu doutorado (a família completa) e já tenho 4 créditos (todas suas filhas). Evidente que o trabalho é um dos que mais demanda tempo no campo de humanidade (alguma mãe está em desacordo?) e usualmente trabalho umas 14 horas diárias 9 em realidade são mais algo como 24 horas !). Porém, o trabalho tem muito mais responsabilidades que qualquer trabalho simples, e as remunerações, mais que somente económicas, também estão ligadas à área de satisfação pessoal."
Podia-se perceber uma crescente atitude de respeito na voz da funcionária, enquanto completava o formulário. Uma vez terminado o processo, se levantou da cadeira e pessoalmente acompanhou a "Investigadora" à porta.
Ao chegar em casa, emocionada por sua carreira profissional, saíram a recebe-la 3 de suas "cobaias" do laboratório, de 13, 7 e 3 anos de idade. Do alto, ela podia escutar o seu novo modelo experimental do programa de crescimento e desenvolvimento infantil (de 6 meses de idade), provando um novo padrão de vocalização.
Sentia-se triunfante !
Como este texto, minha profissão também é mãe. Sou mãe de um lindo garotinho chamado Enzo de 1 ano e 2 meses e tive a opção desta atual profissão.
Texto traduzido e adaptado por Marcus Renato de Carvalho
Há alguns meses quando pegava as crianças na escola, percebi que uma mãe se aproximava de uma amiga que conhecia bastante. Estava chateada e muito indignada.
Sabe o que eu e você somos? - lhe perguntou, e antes que a amiga pudesse dar-lhe uma resposta, que na verdade não sabia qual era, ela mesma respondeu. Parece que vinha de uma repartição onde tinha ido renovar sua carteira de motorista. Quando o funcionário que anotava os dados lhe perguntou qual era a sua ocupação, ela não soube responder.
Ao perceber isto, o Funcionário lhe disse: -" ao que me refiro a Sra trabalho ou simplesmente é uma... ?"
" Claro que tenho um trabalho, lhe contestou, sou uma mãe!".
E o atendente lhe respondeu: - " não posso por mãe como opção, vamos colocar dona de casa". Foi a resposta enfática do funcionário.
A amiga havia esquecido por completo a historia, até que um dia, se passou exatamente o mesmo com ela. A funcionária era obviamente uma mulher executiva, eficiente, elegante e tinha uma cartela sobre sua mesa onde estava escrito: " Interrogadora Oficial":
- " Qual é a sua ocupação? " ela perguntou.
Como ela iria responder? as palavras simplesmente começaram a sair de sua boca:
- "Sou uma Investigadora Associada no Campo de Desenvolvimento Infantil e Relações Humanas."
A funcionária teve a caneta que ficou congelada no ar, e olhou para a mãe como se não tivesse escutado bem.
Repetiu o título lentamente, pondo ênfase nas palavras mais importantes. Logo, observou assombrada como seu pomposo título era escrito com tinta negra no questionário oficial.
- " Permita-me perguntar-lhe", disse a funcionária com ar de interrese, que é o que exatamente você faz no campo de pesquisa?
Com uma voz muito calma e pausada, se ouviu a resposta.
- " Tenho um programa contínuo de investigação (que mãe não tem?) no laboratório e no campo (normalmente se costuma dizer 'dentro' e 'fora' de casa). Estou trabalhando no meu doutorado (a família completa) e já tenho 4 créditos (todas suas filhas). Evidente que o trabalho é um dos que mais demanda tempo no campo de humanidade (alguma mãe está em desacordo?) e usualmente trabalho umas 14 horas diárias 9 em realidade são mais algo como 24 horas !). Porém, o trabalho tem muito mais responsabilidades que qualquer trabalho simples, e as remunerações, mais que somente económicas, também estão ligadas à área de satisfação pessoal."
Podia-se perceber uma crescente atitude de respeito na voz da funcionária, enquanto completava o formulário. Uma vez terminado o processo, se levantou da cadeira e pessoalmente acompanhou a "Investigadora" à porta.
Ao chegar em casa, emocionada por sua carreira profissional, saíram a recebe-la 3 de suas "cobaias" do laboratório, de 13, 7 e 3 anos de idade. Do alto, ela podia escutar o seu novo modelo experimental do programa de crescimento e desenvolvimento infantil (de 6 meses de idade), provando um novo padrão de vocalização.
Sentia-se triunfante !
Como este texto, minha profissão também é mãe. Sou mãe de um lindo garotinho chamado Enzo de 1 ano e 2 meses e tive a opção desta atual profissão.
Parabéns, andreia, seja bem-vinda ao clube de mães blogueiras também!!! Espero contar com seus posts na roda de conversas que estimulamos lá no Blog do Desabafo, apesar de ter ciência da carga horária maluca que seu "trabalho" exige dentro de casa. Bjkas e obrigada pela visita. Vc já viu nosso Manifesto pelas mães?
ResponderExcluirSe tiver interesse, acesse www.grupocria.com.br
Tb estou por aqui e entrei na roda das maes blogueiras com mais proximidade há pouco tempo, mas já estou seguindo vc!!bem vinda!!!
ResponderExcluirSó as mães são felizes!
www.coisa-de-mae.blogspot.com